Cheguei à rodoviária e fui direto ao banheiro lavar o rosto, tirar aquela cara amassada e de sono que qualquer pessoa fica logo pela manhã, ainda mais eu que tinha dormido no carro.
Já mais acordado e mais bem apresentado, porém ainda com sono, fui até o guichê comprar a passagem para minha próxima viagem, Poços de Caldas. A saída do ônibus iria demorar mais algumas horas, aproveitei para devolver o carro que tinha alugado. Com tudo resolvido fui retirar minhas bagagens do guarda-volumes para não ter que pagar duas diárias.
Ainda era bem cedo, o ônibus para Poços iria demorar a sair, o jeito foi ficar assistindo a televisão da rodoviária. Não me lembro muito bem, mas acho que almocei antes de sair de lá.
Ao chegar a Poços de Caldas tive uma surpresa, a rodoviária era bem longe da cidade. Eu já conhecia a cidade, tinha ido duas vezes fazer cursos, na época da faculdade, e achava que a rodoviária localizava-se no centro. Acabei tendo que pegar um ônibus que demorou 1 hora até o terminal central, sendo que eu estava com duas malas e uma mochila, uma das malas bem grande.
O bacana de uma viagem sem programação é o fato de você chegar numa cidade e não saber ao certo onde vai dormir. Desci no terminal e a partir daí fui à busca de um hotel para ficar. Engraçado numa viagem sem programação, é que a sorte sempre está ao nosso lado, no primeiro hotel que entrei falei com o dono e ele deu desconto na diária, ou seja, nem precisei andar muito.
Deixei minhas coisas no quarto e fui dar uma volta pela cidade. Acabei encontrando algumas pessoas conhecidas, não tinha muita coisa para fazer, a cidade é turística e não era um dia favorável.
A noite era a última esperança. Pena que choveu. A programação noturna foi literalmente por água abaixo e tive que ficar no hotel.
No dia seguinte encontrei, conversei e me despedi do pessoal que vi anteriormente, paguei a conta do hotel, almocei e fui para a rodoviária.
Última parada, Limeira, casa dos meus pais. Cheguei no domingo para o churrasco que eles comemoravam 25 anos de casados.