segunda-feira, 14 de junho de 2010

Robinho, o melhor jogador do mundo!

É chegada a hora de mostrar ao mundo todo o trabalho realizado nos clubes e na seleção, um dos homens de confiança de Dunga, Robinho tem hoje nos pés a oportunidade de ser o melhor do mundo jogando no Brasil. Feito esse que nenhum jogador conseguiu. A copa já começou e como o mesmo já prometeu uma grande exibição no maior evento de futebol do mundo, essa é a oportunidade de sua vida. Normalmente o melhor jogador é eleito por ter conquistado a liga dos campeões, salvo exceções em ano de copa. Caso de Ronaldo em 2002 e Canavarro em 2006.

Atualmente o argentino Lionel Messi, além de atual melhor jogador do mundo, é o mais cotado para ser o melhor da copa e consequentemente ser eleito mais uma vez pela FIFA. Outros candidatos também almejam atrapalhar os planos do argentino. Os holandeses Robben e Sneider, o francês Ribery, o português Cristiano Ronaldo, o inglês Rooney e o brasileiro Kaká. Robinho é o menos cotado, mas que na minha opinião é quem pode surpreender a todos. Depois de uma temporada fraca no Manchester City e um semestre razoável pelo Santos ele tem tudo para mostrar que merece toda a confiança dada a ele desde a copa América na seleção brasileira. Em algumas entrevistas Robinho já falou que pretende dar o melhor e fazer uma excelente copa, se ele conseguir cumprir com o que já falou, pode se tornar o primeiro brasileiro a ser eleito o melhor da copa jogando num time brasileiro e se posteriormente continuar mostrando o bom futebol, também pode ser eleito pela FIFA o melhor jogador do mundo jogando num time brasileiro.

Essa tarefa não vai ser fácil, Messi, no primeiro jogo da Argentina, mostrou que pretende honrar e manter o seu reinado. E pro argentino a tarefa pode ser mais fácil, se considerarmos que ele carrega o time nas costas e sendo o craque que é, pode mostrar toda sua habilidade, mesmo que a Argentina não seja campeã.

Por outro lado, numa seleção que tem uma defesa segura, jogadores de confiança e de muita técnica, fica fácil ser destaque jogando no ataque, caso de Robinho. E fazendo o que ele sabe fazer melhor, tem tudo para surpreender a todos e não ser só o melhor jogador, mas também ajudar o Brasil a conquistar mais um título mundial.

Prometer e apostar é fácil, agora vamos ver se estou certo e se ele cumpre com o que falou.



A tarefa é árdua, mas não iremos desistir facilmente!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Viagem sem destino (Parte 6)

Fiquei no parque do curupira o máximo que consegui. Estava escurecendo, o parque já ia fechar e eu precisava tomar banho e arrumar o que fazer.

A verdade é que eu estava com pouco dinheiro, gastei muito alugando o carro e não conhecia nenhum hotel barato. Me lembrei que na rodoviária tinha chuveiro nos banheiros e era só pagar uma taxa para usá-lo. O que eu precisava estava tudo na mochila que carreguei comigo no carro.

Retornei para a rodoviária, paguei a taxa que não lembro exatamente o valor e fui direto tomar banho. O banheiro não era sujo, mas o box era apertado e o teto era baixo, sem contar que um cidadão que tomava banho ao lado quase fez xixi no meu pé por causa da abertura em baixo da divisória. Mas só de raiva eu descontei.

De banho tomado, cheiroso e arrumado decidi passear pela cidade, queria conhecer a famosa chopperia Pingüim, ribeirão preto é conhecida como a “capital do chopp” e o pingüim é o bar mais tradicional da cidade. Ir para ribeirão e não conhecer o pingüim não é ir pra ribeirão.

Usando o mapa que eu tinha, fui até a matriz do bar, localizado no centro da cidade. Ao contrário da maioria das pessoas eu não tomo cerveja e nem chopp, mas entrei no bar, sentei, pedi uma pizza e uma água. Estava sozinho e não tinha ninguém para conversar. O bar era muito gostoso, uma decoração antiga, quadros com fotos de como era o pingüim desde sua inauguração.

Enrolei o tempo que pude, afinal, eu ainda não tinha onde dormir e não conhecia ninguém na cidade. Na hora de sair, antes de pagar a conta, parei num balcão que era uma espécie de “lojinha” cheia de objetos com o desenho do bar. E como uma vez meu irmão tinha reclamado que nunca compro nada pra ele quando viajo, comprei uma camiseta pra ele e para minha irmã, para meu pai que adora chopp comprei uma caneca e para minha mãe comprei um pingüim, desses de colocar em cima da geladeira.


Sai do bar e fui ao estacionamento buscar o carro. Comecei a rodar sem rumo, queria fazer algo, não sou de dormir cedo e como não tinha onde dormir, quanto mais tempo acordado ficasse era melhor. Dei uma volta pela cidade e não encontrei nada, comecei a procurar um lugar tranquilo e pouco movimentado para estacionar o carro e poder dormir. Andei bastante até ter certeza de onde iria ficar, afinal, não podia parar em qualquer lugar, não queria ser assaltado.

Encontrei uma rua tranquila, já tinha passado por ela algumas vezes, escolhi uma quadra mais escura, sem movimento e estacionei o carro próximo a uma árvore.

Pulei para o banco de trás, meu plano era baixar o encosto do banco e dormir no espaço aberto junto ao porta-malas. Mas logo minha idéia foi por água abaixo. O carro era do tipo sedã e aquele modelo não permite que você baixe o banco de trás para aumentar o espaço do porta-malas. Me passou pela cabeça a possibilidade de dormir no porta-malas, mas minha estatura não permitia. E embora eu também não coubesse no banco de trás acabei ficando nele, minhas pernas ficavam no chão, minha bunda no meio do banco e minha cabeça apoiada entre o encosto e a porta. Era verão e estava muito calor, dentro do carro a cada minuto que passava parecia que ficava mais quente e isso junto com a péssima posição no carro, não conseguia dormir. Cada hora doía alguma parte do corpo, ora eram as pernas que estavam cansadas de ficarem dobradas, ora as costas que estavam tortas, ora a cabeça e o pescoço que também não acertava uma posição confortável. Algumas vezes quando acomodava um atrapalhava outro.

O calor era infernal, eu já estava suando, tirei a camisa e nada de conseguir dormir. Depois de umas duas horas resolvi dar uma volta com o carro, com todos os vidros abertos para tentar refrescar, até porque os vidros estavam todos embaçados.

Após algumas voltas, estacionei no mesmo lugar de antes, dessa vez resolvi ficar no banco da frente, coloquei ele todo para trás e reclinei quase deitando. Finalmente consegui dormir, não lembro exatamente quantas horas, mas dormi de 3 a 4 horas.

Quando acordei já estava claro, embora estivesse nublado e ameaçando chover. Precisava ir no banheiro fazer aquele xixi matinal, liguei e sai com o carro. Pretendia chegar até a rodoviária e usar o banheiro, lavar o rosto, mas estava apertado. Como para homem essas coisas são mais práticas parei próximo de uma árvore e resolvi o meu problema. Enfim segui para a rodoviária para devolver o carro e seguir a minha viagem.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Hábito ou superstição?

O que você faz na rotina do seu dia a dia, você faz por hábito ou por superstição? Toda noite você dorme no lado direito da cama e da sua esposa. Quando acorda, senta, coloca o chinelo, boceja, espreguiça, calça primeiro o chinelo do pé direito, levanta, vai ao banheiro e faz o primeiro xixi do dia. Hábito?

Um belo dia você acorda preocupado, salta da cama, descalço, troca de roupa rapidamente e vai tomar o café da manhã. Coincidentemente a bateria do carro está arreada e você acaba tendo que empurrá-lo. O trânsito acabou sendo três vezes pior que o normal, no trabalho chegou atrasado, a reunião que estava prevista começar no início do expediente e acabar no máximo uma hora depois, atrasou por sua culpa e durou a manhã inteira, finalizando com todos exaustos e sem conseguir olhar um na cara do outro.

No dia seguinte a rotina da sua manhã volta ao normal, o carro que você acabou esquecendo de levar no mecânico, ligou perfeitamente, quase não tinha trânsito e a reunião que começou e terminou no horário, foi tranquila.

À noite, antes de dormir, você lembra o que aconteceu nos dias anteriores, percebe que no dia que você não acordou tranquilo, não colocou o chinelo e nem fez o seu xixi, o dia foi conturbado. Dorme decidido a realizar a rotina matinal, sem exceções. Superstição?

Por superstição você volta a sua rotina para não ter um dia estressante. Por hábito você volta a sua rotina porque está acostumado e se sente a vontade. Ou seja, para voltar a paz de espírito você continua fazendo tudo as coisas normalmente. E se por acaso o dia não é bom, foi coincidência?

Agora imagina o contrário, você não tem hora pra nada, acorda, se levanta de qualquer jeito, calça qualquer par de tênis ou meia sem se preocupar se é direito ou esquerdo, não segue uma rotina. Um belo dia, por superstição, você decide fazer as coisas certinhas, preocupando em seguir uma coerência. Nesse dia, tudo acontece ao contrário, aparecem problemas que nunca apareceram e seu dia é um caos. No final você percebe que não tem uma rotina e nem o hábito de fazer sempre as mesmas coisas e nem seguir uma disciplina diária. Fazer as coisas aleatoriamente é normal, afinal, ninguém tem obrigação de seguir uma coerência e fazer exatamente as mesmas coisas todos os dias.

Por hábito ou por superstição nós vamos vivendo e trilhando os caminhos do nosso dia a dia. São nossas manias, nossas crenças, nossos hábitos e todas as influências externas que vão definindo nossas características e o nosso desenvolvimento físico, psicológico e espiritual. Deixar que tudo isso faça parte e influencie na sua vida, é normal. Mas não permitir que exerça autoridade sobre você, também é.



A tarefa é árdua, mas não iremos desistir facilmente!