Fiquei no parque do curupira o máximo que consegui. Estava escurecendo, o parque já ia fechar e eu precisava tomar banho e arrumar o que fazer.
A verdade é que eu estava com pouco dinheiro, gastei muito alugando o carro e não conhecia nenhum hotel barato. Me lembrei que na rodoviária tinha chuveiro nos banheiros e era só pagar uma taxa para usá-lo. O que eu precisava estava tudo na mochila que carreguei comigo no carro.
Retornei para a rodoviária, paguei a taxa que não lembro exatamente o valor e fui direto tomar banho. O banheiro não era sujo, mas o box era apertado e o teto era baixo, sem contar que um cidadão que tomava banho ao lado quase fez xixi no meu pé por causa da abertura em baixo da divisória. Mas só de raiva eu descontei.
De banho tomado, cheiroso e arrumado decidi passear pela cidade, queria conhecer a famosa chopperia Pingüim, ribeirão preto é conhecida como a “capital do chopp” e o pingüim é o bar mais tradicional da cidade. Ir para ribeirão e não conhecer o pingüim não é ir pra ribeirão.
Usando o mapa que eu tinha, fui até a matriz do bar, localizado no centro da cidade. Ao contrário da maioria das pessoas eu não tomo cerveja e nem chopp, mas entrei no bar, sentei, pedi uma pizza e uma água. Estava sozinho e não tinha ninguém para conversar. O bar era muito gostoso, uma decoração antiga, quadros com fotos de como era o pingüim desde sua inauguração.
Enrolei o tempo que pude, afinal, eu ainda não tinha onde dormir e não conhecia ninguém na cidade. Na hora de sair, antes de pagar a conta, parei num balcão que era uma espécie de “lojinha” cheia de objetos com o desenho do bar. E como uma vez meu irmão tinha reclamado que nunca compro nada pra ele quando viajo, comprei uma camiseta pra ele e para minha irmã, para meu pai que adora chopp comprei uma caneca e para minha mãe comprei um pingüim, desses de colocar em cima da geladeira.
Sai do bar e fui ao estacionamento buscar o carro. Comecei a rodar sem rumo, queria fazer algo, não sou de dormir cedo e como não tinha onde dormir, quanto mais tempo acordado ficasse era melhor. Dei uma volta pela cidade e não encontrei nada, comecei a procurar um lugar tranquilo e pouco movimentado para estacionar o carro e poder dormir. Andei bastante até ter certeza de onde iria ficar, afinal, não podia parar em qualquer lugar, não queria ser assaltado.
Encontrei uma rua tranquila, já tinha passado por ela algumas vezes, escolhi uma quadra mais escura, sem movimento e estacionei o carro próximo a uma árvore.
Pulei para o banco de trás, meu plano era baixar o encosto do banco e dormir no espaço aberto junto ao porta-malas. Mas logo minha idéia foi por água abaixo. O carro era do tipo sedã e aquele modelo não permite que você baixe o banco de trás para aumentar o espaço do porta-malas. Me passou pela cabeça a possibilidade de dormir no porta-malas, mas minha estatura não permitia. E embora eu também não coubesse no banco de trás acabei ficando nele, minhas pernas ficavam no chão, minha bunda no meio do banco e minha cabeça apoiada entre o encosto e a porta. Era verão e estava muito calor, dentro do carro a cada minuto que passava parecia que ficava mais quente e isso junto com a péssima posição no carro, não conseguia dormir. Cada hora doía alguma parte do corpo, ora eram as pernas que estavam cansadas de ficarem dobradas, ora as costas que estavam tortas, ora a cabeça e o pescoço que também não acertava uma posição confortável. Algumas vezes quando acomodava um atrapalhava outro.
O calor era infernal, eu já estava suando, tirei a camisa e nada de conseguir dormir. Depois de umas duas horas resolvi dar uma volta com o carro, com todos os vidros abertos para tentar refrescar, até porque os vidros estavam todos embaçados.
Após algumas voltas, estacionei no mesmo lugar de antes, dessa vez resolvi ficar no banco da frente, coloquei ele todo para trás e reclinei quase deitando. Finalmente consegui dormir, não lembro exatamente quantas horas, mas dormi de 3 a 4 horas.
Quando acordei já estava claro, embora estivesse nublado e ameaçando chover. Precisava ir no banheiro fazer aquele xixi matinal, liguei e sai com o carro. Pretendia chegar até a rodoviária e usar o banheiro, lavar o rosto, mas estava apertado. Como para homem essas coisas são mais práticas parei próximo de uma árvore e resolvi o meu problema. Enfim segui para a rodoviária para devolver o carro e seguir a minha viagem.




Essa sua viagem vai virar um seriado de tv.
ResponderExcluirTinha pernilongo enchendo o saco, ou melhor, a orelha?
CEL
essa sua viagem vai virar um seriado de tv.
ResponderExcluirfrancamente, ir no pinguim e tomar água?
E os pernilongos encheram o saco?
ou melhor, as orelhas?
CEL
Ainda bem que nao tinha pernilongo, mas o calor tava insuportavel hehehehehehe
ResponderExcluirSó vc mesmo prá ir ao Pinguim e não tomar chopp!!
ResponderExcluirFrancamente..dormir no carro?!?!?!?! Em Ribeirão Preto num existe Pousada? P´ra que servem os guias turísticos de cada cidade?
Até o próximo episódio.
FS
Ah ia me esquecendo...gostei das fotos.
ResponderExcluirFS
Ah! ia me esquecendo...gostei das fotos.
ResponderExcluirFS