Beto chegou a casa cambaleando e sem nenhuma sensibilidade no corpo. Deparou-se com o casal feliz que tomava café da manhã, invejou a noite que os dois tiveram e disse a Vivi que ele ainda sentia o sacrifício da noite passada e ela teria que recompensá-lo apresentando alguma amiga bonita.
Sem muito tempo para descansar, Beto, foi logo ao trabalho, o corpo todo dolorido e a lembrança do pavor da noite passada ainda o assustava. Vivi foi embora trabalhar e Pedro voltou à rotina de procurar emprego.
As coisas pareciam estar indo bem para Pedro, conseguiu emprego logo no primeiro lugar que procurou, um pet shop. Ele não tinha a menor experiência com cachorros, nem gostava muito deles, mas imaginou que poderia ter grandes chances. Sua função era dar banho nos gatos e cachorros de todas as raças e tamanhos. Combinou e acertou todos os detalhes, mas como estava quase no final de semana iria começar a trabalhar somente na semana seguinte.
Na segunda-feira, além do inicio de Pedro no novo emprego, as coisas começaram bem para Beto, conheceu uma moça que foi visitar o observatório, ela usava brincos de argolas, característica que deixou ele encantado logo de cara, ela também era muito bonita, cabelos pretos, pele clara e um belo sorriso. Ele não resistiu e a convidou para sair. Eles foram a um restaurante, conhecido na cidade pela variedade de vinhos. O lugar era bastante aconchegante, não era muito iluminado, o ambiente permanecia quase todo na penumbra, o que tornava o lugar bastante romântico. Algumas mesas eram de madeira com bancos de barris, lembrava uma vinícola e o cardápio permitia que o cliente escolhesse vinhos dos mais variados sabores e países.
Era um lugar bastante especial, Beto só levava quem ele achava que merecia. Após um fondue e algumas taças de vinho, começaram a falar de relacionamentos e finalmente entraram no assunto que tanto lhe interessava, os brincos de argola que ela usava. Beto era fascinado por mulheres que usavam brincos de argolas, ele tinha visto, há muito tempo atrás, num desses programas de estudos antropológicos, em que eles faziam uma analogia entre mulheres que usavam brincos de argolas no passado com as mulheres que usavam nos dias atuais. As mulheres, no passado, usavam os brincos quando estavam no período fértil e as atuais que usavam se entregavam mais ao sexo, proporcionando assim sexo com mais qualidade.
Patrícia deu um belo sorriso e começou a mostrar que a teoria de Beto poderia ter um fundo de verdade, dizendo que só haveria uma maneira dele constatar a verdade.
O desfecho da noite não foi muito surpreendente, os dois deitados sobre uma cama redonda, com sorriso na cara, Beto olhando para o espelho do teto e constatando que a sua teoria estava certa. Ao lado dele havia uma mulher sensacional.