Beto tinha um pouco de receio em aceitar o convite de Marta, chegou a pensar em desistir e ir dormir num hotel, mas criou coragem e foi conhecer tudo o que aquela enfermeira tinha a oferecer.
Ele tinha conhecido ela no banco, mas soube pelo amigo de um amigo do banco, que Marta era um pouco possessiva, ficava ligando e cobrando para ver todo dia, além de ser um pouco masoquista na cama. Esse último não importava a Beto, era até o que motivava ao sacrifício, já o primeiro preocupava, não queria nenhuma mulher no pé, ligando e nem vê-la todo dia.
Marta era uma moça pacata que trabalhava num hospital e não saía muito de casa. Diziam as más línguas do hospital que por de baixo daquela roupa branca havia uma tarada masoquista. Todos os médicos, enfermeiros, estagiários e até algumas enfermeiras eram loucos para tirar a limpo essa história, mas ela nunca dava chance a ninguém.
Beto sabia da fama de masoquista e deixou que isso o guiasse. Parou em frente à porta do apartamento de Marta, respirou fundo e tocou a campainha.
Ela estava de vestido florido, de alça, decote reto e o comprimento apenas passava o joelho. O cabelo, preto, estava solto e a franja e os óculos deixavam Marta com uma aparência angelical. Aquela cena deixou Beto intrigado, teria seu amigo exagerado ou tudo que ouviu eram boatos, ou existia sim, uma mulher avassaladora disfarçada de boa moça?
O jantar foi preparado especialmente, a comida era a especialidade, escondidinho de carne. Seria, talvez, uma mensagem subliminar a respeito da moça? A enfermeira cozinhava muito bem, ele chegou a ficar mole de tanto que comeu. Sentou no sofá para descansar e fazer a digestão, nem percebeu quando Marta começou a caminhar em sua direção, já com um olhar felino, prestes a dar o bote na presa.
Quando ele percebeu, ela estava em seu colo beijando seu pescoço e arrancando sua camiseta. Sem deixar o susto abalar, ele também retribuiu os beijos e as mãos começaram a percorrer o corpo dela. Marta começou a beijar seu pescoço e deu uma forte mordida na orelha de Beto, sua vontade era tão grande que quase ao mesmo tempo ela apertou com toda a força o “Betinho”. Ele deu um grito que misturava prazer e choro, Beto arregalou os olhos e não conseguia dizer uma palavra, nem respirar ele conseguia, alcançou algumas almoçadas e apertou-as com força, ela, achando que ele estava gostando sorriu e apertou ainda mais forte. Saiu outro grito, esse mais baixo e fino.
Se aproveitando do momento, ela apanhou as algemas escondidas próximas ao sofá e prendeu os braços dele. Em seguida arrancou a bermuda, deixando Beto apenas de cueca. Ele ficou aflito no inicio, mas logo começou a gostar, uma de suas fantasias era ser dominado por uma mulher. Marta o carregou até o quarto, prendeu-o na cama com os braços abertos e vendou seus olhos. Ele estava gostando, só conseguia pensar que seria abusado sexualmente por uma mulher, mas mal sabia Beto, que ela estava com outras intenções.
A enfermeira foi até o banheiro e voltou com alguns objetos. Ela tirou o vestido e deitou sobre o corpo de Beto, começou beijando seu pescoço e descendo até o pé. Pegou um dos objetos que havia trazido do banheiro, uma pinça, começou arrancando os poucos pelos do nariz, do peito e da barriga, só parou quando Beto gritou:
- Para com isso, pelo amor de deus!
Marta deu uma risadinha, tranquilizou com beijinhos e pegou uma vela acesa. Começou a pingar cera no umbigo, nos limites do perigo. Ela não estava a fim de parar. E Beto começou a ficar com medo, ameaçou gritar socorro, mas logo foi calado. Marta pegou um chicote e começou a bater em Beto, dizendo que ele era um menino muito malvado e que merecia apanhar. Ele não estava mais conseguindo ver graça naquilo tudo, começou a se debater e pedir para ser solto. Marta custou a achar que fosse sério, decidiu deixar ele de castigo e foi tomar banho. Quando voltou Beto já estava dormindo, ficou triste, ela ainda pretendia encaixar uns brinquedinhos em alguns orifícios. Mas apenas deitou-se ao lado dele e também dormiu.
Engraçado e romântico!
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