Pedro e Beto tinham acabado de chegar naquele pequeno quarto e sala que seria o início de um novo começo. Ambos deixaram para trás família, amigos e até algumas duvidosas propostas de trabalho para tentarem a vida na mesma cidade, porém agora, longe da casa dos pais, há duas quadras. Contudo apenas uma coisa Pedro não abriu mão, Vivi, sua namorada.
O apartamento era bem pequeno, eles já alugaram mobiliado, na sala apenas uma poltrona e dois pufs pequenos para sentar, não tinham televisão. No quarto era um bi cama, desses que a cama de baixo fica escondida e um armário de três portas. A cozinha era ideal para se ver de longe, se entrassem duas pessoas a que entrou primeiro tinha que esperar a outra, para sair. Nela havia uma pia com tampo de mármore e armário em cima e em baixo, um fogão, microondas e uma máquina de lavar. Ou seja, era cozinhar e lavar no mesmo lugar, para comer tinha que ir pra sala. Até porque, o calor e o barulho da máquina eram insuportáveis. No entanto o banheiro era o melhor lugar da casa, com azulejos até o teto, tinha acabado de ser reformado, todo branco, pia e vaso novos. Diante de tanto capricho, uma coisa não agradou aos dois, a divisória do box era de vidro comum e ambos detestaram a idéia do outro ver o que cada um fazia enquanto tomavam banho.
Resolveram tirar na sorte quem dormiria em cima e em baixo, Pedro saiu perdendo e a partir dali iria ter que agüentar braços e pernas caindo em cima dele durante a noite.
A chegada era só alegria, apartamento novo, desfazer as malas de roupas, não tiveram que trazer muitas coisas, o imóvel já tinha tudo, até porque eles não tinham nada, iriam ter que pedir para suas mães ou comprar. A primeira era uma possibilidade descartada, os dois fizeram um pacto, a partir daquele momento não pediriam mais ajuda de ninguém, só se fosse ajuda para cozinhar, mas pedir dinheiro jamais. E não iriam voltar chorando dizendo que estão se sentindo sozinhos.
Então, como tudo era festa e motivo para comemorarem, pediram uma pizza, refrigerante, o Pedro ligou para a Vivi e os três brindaram.
O brinde era para aquele novo começo e o incentivo para no dia seguinte começarem a correr atrás do prejuízo.
quanto tempo será que eles vão aguentar sem a comida da mamãe, sem os filés de frango, sem as carnes moídas? Acho que não dura muito.
ResponderExcluirVamos ver.
Estou ansioso.
"Um brinde ao começo e o incentivo para o dia seguinte..."
ResponderExcluirNunca esqueça que os navios estão à salvos nos portos mas não foi para ficarem ancorados que eles foram criados.
Que este começo seja o seu incentivo para os dias que virão.
O primeiro passo foi dado, e isso é o mais importante... Por experiência própria posso garantir que não é fácil ficar longe do conforto e do carinho da mamãe, mais é ai que se encontra um dos melhores prazeres da vida a "independência ". A felicidade está em conviver consigo mesmo.
ResponderExcluirBjus
Nina....